OFICINA DE CARTAZ LAMBE-LAMBE

O EducAtivo MAMAM apresenta:

OFICINA DE CARTAZ LAMBE-LAMBE
Com Bozó Bacamarte

Bozó Bacamarte desde adolescente desenvolve a prática do desenho sob a influência do Grafitti que conheceu nas ruas do Recife. Estudou técnicas de pintura e descobriu na street art suas principais referências, principalmente na produção de cartazes. Posteriormente, absorveu a xilogravura e a arte popular como mais um universo de referências.
Durante os dois dias de oficina, Bozó partilhará as suas técnicas de produção de lambe-lambe.

SERVIÇO
OFICINA DE CARTAZ LAMBE-LAMBE
Quando: 15 e 16 de maio de 2010 (sábado e domingo), das 14h às 17h.
Onde: Atelier do EducAtivo MAMAM | Rua da Aurora, 265 – Boa Vista.
Número de vagas: 15 vagas. (Obs.: a oficina só iniciará com, no mínimo, 10 vagas preenchidas)
Investimento: R$ 25,00
Inscrições: até às 12h de 14 de maio na secretaria do MAMAM.
Informações: 3232.1694 | educativo@mamam.art.br

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OFICINA DE LAMBE-LAMBE

O EducAtivo MAMAM apresenta:

OFICINA DE LAMBE-LAMBE
Com Bozó Bacamarte

Quando: 1 e 2 de maio de 2010 (sábado e domingo), das 14h às 17h.
Onde: Atelier do EducAtivo MAMAM | Rua da Aurora, 265 – Boa Vista.
Número de vagas: 15 vagas. (Obs.: a oficina só iniciará com, no mínimo, 10 vagas preenchidas)
Investimento: R$ 25,00
Inscrições: até às 12h de 30 de abril na secretaria do MAMAM.
Informações: 3232.1694 | educativo@mamam.art.br

Daniel Bozó desde adolescente desenvolve a prática do desenho sob a influência do graffiti que conheceu nas ruas do Recife. Estudou técnicas de pintura e descobriu na street art suas principais referências, principalmente na produção de cartazes. Posteriormente, absorveu a xilogravura e a arte popular como mais um universo de referências.

Aloisio Magalhães

Menino na escada. Cartema, 1979.

Pátio com colunas. Cartema, 1979.

Aloísio Magalhães nasceu em Pernambuco em 1927, formou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade do Recife, e lá se envolveu com Artes, primeiramente no Teatro de Estudante de Pernambuco, depois no departamento de Teatro de Bonecos. Seu interesse pelo desenho e pintura o levou para as Artes Gráficas. Fundou o Gráfico Amador, no Recife, com Gastão de Holanda, Orlando da Costa Ferreira e José Laurenio de Melo, em 1954, ofício que aprendeu em Paris com uma Bolsa de Estudos do governo francês, através da qual freqüentou o Atelier 17 do gravador S. W. Hayter e aulas de Museologia da Escola do Louvre.

Dedicou-se intensamente à comunicação visual e manteve, a partir de 1960, no Rio de Janeiro, um dos maiores escritórios de artes visuais o país.

Coordenou o grupo de trabalho Banco Central/Casa da Moeda para elaboração do novo padrão monetário em 1976 e presta a partir daí, assessoria permanente junto à Casa da Moeda para produção do novo padrão monetário brasileiro. Por conseqüência, foi na Holanda durante a impressão das cédulas de cruzeiro, e observando os padrões formados pela justaposição das cédulas, surgiu a idéia dos Cartemas, trabalho depois desenvolvido para o mural da AT&T em Nova York.

O neologismo Cartema foi criado pelo filólogo Antônio Houaiss para designar o trabalho gráfico de Aloísio Magalhães. Usando a técnica de colagem de uma mesma imagem de cartões-postais, fixados lado a lado em posições diferentes, dão ao conjunto uma nova unidade visual, face à continuidade das imagens montadas repetidamente em módulos simétricos.

Lula Cardoso Ayres

Rainha do Maracatu. Nanquim, guache e grafite sobre papel, 1930.

Rei do Maracatu. Nanquim, guache e grafite sobre papel, 1930.

Boneca do Maracatu. Nanquim, guache e grafite sobre papel, 1930.

Tirador de loas e gonguê. Nanquim, guache e grafite sobre papel, 1930.

Lula Cardoso Ayres nasceu em Recife no dia 26 de setembro de 1910. Foi pintor, cenógrafo, fotógrafo, desenhista, muralista, ilustrador e professor no decorrer de quase 78 anos de vida. Na adolescência, com 12 anos de idade, começou a estudar desenho e pintura, e posteriormente, ainda na década de 20, viaja a Paris onde inicia sua relação com a Art Déco e a Arte Moderna, cujas referências são Amédée Ozenfant e Le Corbusier. Quando retorna ao Brasil, em 1930, o artista ingressa como ouvinte na Escola Nacional de Belas Artes, a ENBA, assiste às aulas de modelo vivo e “faz cenografias para comédias e peças teatrais” (Itaú Cultural, 2007). Reside em 1933 na cidade do Recife e quatro anos depois se muda para a usina do pai.

Em 1934 participa de um dos eventos que o marcaria enquanto artista e influenciou sua obra: a “exposição de pintura do Congresso Afro Brasileiro, realizado no Recife (…), organizado por Gilberto Freyre e Ulysses Pernambucano, ficando, desde então, muito ligado ao mestre de Apipucos. É desse período que percorre o interior de Pernambuco estudando as festas populares até 1944 imerso na pesquisa sobre a cultura popular do estado, fotografando e pintando os personagens típicos da região.

Expõe pela primeira vez na capital pernambucana na década de 1940. Um dos maiores representantes da cultura popular brasileira, Lula, possui atualmente obras espalhadas por acervos de alguns museus e coleções particulares na Europa, América do Norte e América do sul. O MAMAM tem sete obras do artista.

Lula Cardoso Ayres faleceu em 29 de junho no ano de 1987 na cidade do Recife.

Joaquim do Rêgo Monteiro

O irmão de Vicente

La Rotonde. Óleo sobre tela, 1927.

O artista plástico Joaquim do Rêgo Monteiro nasceu no Recife, em 1903. Faleceu ainda jovem, aos trinta e um anos, quando fazia tratamento para tuberculose em Paris, cidade no qual morava juntamente com seus irmãos, Fédora e Vicente do Rêgo Monteiro. Todavia, é importante ressaltar que entre 1923 e 1925 Joaquim morou no Brasil, expondo em São Paulo, Rio de Janeiro e em Recife.

As obras de Joaquim do Rego Monteiro possuem uma tendência abstracionista. De acordo com Paulo Herkenhoff, Joaquim usou em suas obras uma técnica rara entre os pintores modernistas do Brasil. Ele riscava a tinta com a ponta do pincel na conclusão e definição das imagens. Em 1988, o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães adquiriu cinco obras de Joaquim.

“La Rotonde”, obra de 1927, estará no primeiro recorte da exposição Contionãocontido. Gilberto Freyre afirma que La Rotonde era o café, em Paris, onde Vicente do Rêgo Monteiro fazia apresentações de dança. No pensar de Paulo Herkenhoff, a obra La rotonde não faz alusão à perspectiva. Ele foi o primeiro brasileiro a experimentar recursos geométricos a partir da lógica interna da obra. “As pessoas se movem na geometria”. Tudo foi reduzido a sinais como o beijo, o cumprimento e o trabalho.

Também fazem parte do acervo do MAMAM, as obras “Casas na encosta da montanha” e “Atelier de Rue Gros”, ambas de 1923; Arc de Triunphe, de 1928 e América do Sul. Essa última, pintada em 1927, estará no segundo recorte da exposição e, segundo Paulo Herkenhoff, é uma obra movida pela memória afetiva, na qual encontra nexo na saudade.